Música, poesia e café

Temos arte, o café é por sua conta.

O outro

Olho o espelho
Vejo o outro
Um outro refletido ali
No silêncio e no vazio
Entre nós só o vácuo

A distância entre eu o espelho é a mesma
Sempre foi a mesma
O espelho sempre foi o mesmo
O outro sempre esteve ali

Esse outro é tão parecido comigo
Tão familiar
Peculiar
Pluralmente singular

Encarando o espelho
Olho firme nos olhos
Sem medo do que o outro possa pensar

Raio de luz invade
E o outro aparece dentro do meu olho
Em uma projeção invertida
Logo reposicionada por mim

Esse outro faz os mesmos movimentos
Tem as mesmas fomes
As mesmas sedes
A mesma matéria
Perfeitamente como eu

Isso é curioso
Pois eu estou aqui
E o outro no espelho

 

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Dedicado

 Dor que dá
Dor que dói
Dói no dedo
Dói direito
Dói no dedo direito
Dói de dia
Deu na pia
Canto e dedo
Se extravia
De noitinha
Dedo e quina
Sem dó
Sem tinta

A arte que não domino

Eu não domino a arte da escrita
Eu não domino a arte
Mas quem disse que a arte é pra ser dominada?
Vista ou prevista
Ouvida ou lida
Apreciada ou cheirada
Assistida ou sentida
A arte explica ou pergunta?
A arte reflete ou é?
A arte faz sentir ou racionalizar?
Por onde as letras correm
Correm também as notas musicais
As cores
Os personagens
As telas
As formas
As performances
As combinações
As tintas
E reside dentro de quem a vomita
De quem sente ânsias inesperadas
Mas possui um cheiro fétido
O que é a arte pra se intrometer em nossa razão?
Ela é tão bem construída por argumentos, freios e muros
A arte pula o muro da razão e corre pelas vielas
É vista e cheirada
Sentida e maltratada
Mas quem a domina?
Tudo o que sei
É que eu não domino a arte da escrita
Apenas vomitei

Baaaaaita som!!!!!

A ponte

Começo

Passo onde termino

Pela ponte do avesso

Pressa logo vai indo

Jogo

Com os dados errados

Léguas onde caminho

Pela ponte do avesso

Pressa logo vem vindo

Começo

Solidez

Sólida

Solidão

Que só lida

Com soldado

Solidário

Existem clipes que são verdadeiras obras de arte de seus diretores,esse com certeza é um deles!!! Simplesmente GENIAL!!!

Falando de nada

Escrevo um livro que fala de nada
Que fala do vazio
Um livro com muitas páginas
Muitas fotos
De escrita pequena
Páginas bem preenchidas
Tudo isso falando de nada
Não há um objeto específico
O único personagem é vago
A vaga
O espaço em branco
O lugar deixado
O vácuo
O branco
O inexistente
O ar
O nada
Que existe
Persiste
Para dar cor e forma ao tangível
Consciência do que é matéria
Nos lugares onde é nada é ocupado

Abacateiro

Já me vês na janela
Quando vôo à meia luz
Rasantes perto dela
Tímida faz sinal da cruz

Abro as asas de pena livre
Azul violeta cor de anil
Casa atenta aos movimentos
Aqueles que ela não viu

Pouso junto ao abacateiro
Toda pronta cinderela
Vestido longo por inteiro
Cobre a pele amarela

Vou desbravar outros galhos
Pousar em outros muros
Minha estadia corre riscos
Com abacates já maduros

De relance na janela
Memória lambe minha cor
Ela já ouviu meu canto
E meu vôo entretanto
Ficará com meu amor

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Bloco de notas

Escrever é como uma terapia, um socorro, uma esperança. Estando feliz, apaixonada, triste, decepcionada escrevo, pois sei que lendo-me consigo me entender. Escrever é como fugir para um mundo secreto, meu universo particular onde não é proibido sonhar.